De Onde Vem Nossa Ciência

Nossas fontes primárias são internacionais e publicáveis. Por escolha editorial, não polêmica.

Por que internacional

A pesquisa científica em nutrição e suplementação é produzida em escala global, em inglês, principalmente nos EUA, Europa, Coreia do Sul, Japão e Austrália. É nesses centros que rodam os RCTs grandes, as meta-análises, os position stands das sociedades científicas. Quem se baseia só em conteúdo em português, ou só em fontes brasileiras, fica anos atrás da fronteira.

Por que não usamos a Anvisa como fonte primária

A Anvisa é a agência regulatória que define o que pode ser vendido como suplemento alimentar no Brasil, em que dose, com quais claims. É uma função regulatória importante.

Mas regulação não é ciência. A Anvisa atualiza tabelas de doses permitidas e claims aceitos com defasagem de 2-3 anos em relação à literatura internacional. Para um regulador, isso faz sentido (cautela protege a população de claims falsos). Para quem quer entender o que a ciência atual diz sobre um suplemento, isso não resolve.

Usamos as decisões da Anvisa como contexto regulatório brasileiro (saber o que é vendido livre, o que requer receita, o que é proibido) — mas nunca como fonte primária sobre se um suplemento funciona ou não.

Nossas fontes primárias

Bancos de dados de pesquisa

  • PubMed / NCBI — mecanismo de busca da maior biblioteca biomédica do mundo (NIH, EUA). Praticamente tudo que tem peso científico está indexado aqui.
  • Cochrane Library — padrão-ouro de revisões sistemáticas em saúde.
  • Google Scholar — busca complementar para literatura cinzenta e referências cruzadas.

Sociedades científicas e agências de referência

  • NIH Office of Dietary Supplements (ODS) — fact sheets de referência para profissionais.
  • International Society of Sports Nutrition (ISSN) — position stands sobre suplementação esportiva.
  • Endocrine Society, AHA, ACSM — diretrizes clínicas em suas áreas.
  • EFSA — avaliações de segurança e claims de saúde na Europa.
  • FDA (EUA) — contexto regulatório americano e alertas de segurança.

Plataformas editoriais especializadas

  • Examine — base independente de análise de evidência em suplementos. Referência editorial mundial.
  • Journal of the ISSN — periódico aberto, foco em suplementação esportiva.

O que verificamos antes de publicar

Para cada estudo citado:

  • O paper existe e o link funciona
  • Os autores e a data conferem
  • O resumo em português reflete corretamente o achado original
  • O tipo de estudo está corretamente classificado (meta-análise, RCT, observacional, etc.)
  • O tamanho da amostra está declarado quando relevante

Quando encontramos discrepância entre estudos, citamos os dois lados.

Quando achamos um erro

Se um usuário aponta um erro factual, fonte desatualizada ou interpretação questionável, levamos a sério. Toda correção aprovada é datada e, quando relevante, quem está cadastrado nos alertas daquele suplemento é notificado.

A única coisa que recusamos: trocar evidência por opinião, mesmo opinião de profissional renomado. Se você encontrou um profissional que discorda da nossa classificação, queremos saber qual fonte científica ele usa para sustentar a posição — isso é o que pode mudar a nossa avaliação.

Informação educacional. Consulte um profissional de saúde antes de iniciar qualquer suplementação.